Fogo-Fogo

MÚSICA | PORTUGAL | 22.30h
Como o vulcão da Ilha do Fogo ainda recentemente tragicamente provou, há forças nas entranhas da terra cujo avassalador poder ainda desconhecemos e que não são possíveis de prever ou antecipar. O mesmo acontece na música. A Lisboa que vê nascer estes Fogo Fogo é vibrante e especial: é uma Lisboa onde cabe toda a África, sobretudo a que fala português, tanto a do futuro, como a do passado. Essa é a Lisboa que, qual vulcão, expeliu os Fogo Fogo.
Assumem a mais primordial das missões: fazer dançar sem truques, apenas com energia de bpms carregados, com a bateria e o baixo em permanente derrapagem e os sons inspirados na “gaita” (a concertina) a comandarem a identidade melódica. São temas, pedaços de lava escaldante, gravados de forma intensa e directa. Os Fogo Fogo podem muito bem ser o acontecimento do ano que ainda ninguém descobriu. Mas depois da erupção, nada vai ficar igual. Para fechar o Mel.